sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Quiche de queijo e peito de peru


Ingredientes:
3 xícaras (chá) de farinha de trigo (350g)
1 xícara (chá) de manteiga sem sal (200g)
1ovo
1 colher (chá) de salsa,
1/2 xícara (chá) de peito de peru defumado picado
1/2 xícara(chá) de muçarela ralada
3 ovos batidos
1xícara (chá) de leite(200ml)
2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado

Modo de Preparo
Em uma tigela, coloque farinha, a manteiga, o ovo
e meia colher (chá) de sal, e amasse bem.
Deixe na geladeira por 30 minutos.
Forre uma assadeira redonda grande (26cm de diâmetro)
com a massa,fure-a com um garfo e leve ao  forno médio
(180 graus), preaquecido, por 15 minutos. Espere amornar.
Em outra tigela, coloque o peito de peru, a muçarela, os ovos
batidos, o leite e o sal restante, e misture bem. Disponha
sobre a massa, polvilhe com o queijo ralado e leve ao forno médio
(180graus),  preaquecido, por mais 30 minutos, ou até dourar.
Retire do forno e sirva em seguida.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

OS CHEIROS DE TERESINA ME EMBRIAGAM

Francisco Miguel de Moura, escritor 
e membro da Academia Piauiense de Letras

Crônica Poética:

        Teresina, menina, cajuína!
          Teresina, com rima ou sem rima, é uma riqueza, é poesia.         
          Seu perfume desperta a mente para o amor, para os amores. Seja de rosa, cravo, jasmim ou de manjericão, seja de mato agreste, seja de planta plantada nos jardins e ruas da cidade.   Mesmo os menores cheiros nos levam a pensar em algo que conhecemos, em acontecimentos que nos passaram, em músicas que foram ouvidas, em lugares que foram gravados na memória.
        Sinto os cheiros de minha cidade: mato verde na época chuvosa e até na primavera quando os pau-d’arcos (também conhecidos por ipês) “fuloram” em branco, roxo e amarelo. Não há visão melhor do que essa, nem cheiro mais agradável do que o cheiro dos ventos gerais de junho e julho, estendendo-se até agosto, especialmente quando se sobe o rio Parnaíba de canoa ou o atravessa para Timon. Mas também quando deitamos na varanda de nossas casas, diante dos quintais e jardins. Ainda existem jardins e quintais verdes nesta Cidade Verde. É o milagre do amor de seus filhos.
         Como nos tempos das rodas da Praça Pedro II, com saudade sinto o cheiro das meninas, moçoilas, das moças, enfim das mulheres passeando no “Teresina Shopping” e no “Riverside”, com os mais variados risos. E me abebero da poesia do hoje, esqueço as tristezas e contrariedades do ontem, e começo a sentir-me feliz por viver. Porque perfumes de mulher, seja namorada ou amiga, conhecida ou desconhecida, se confundem com os de Teresina. Teresina foi menina, hoje mulher. E como passaram os anos, sua feição como cidade transforma-se em metrópole, com suas virtudes e seus defeitos. Restam ainda uns restos do centro, da Frei Serafim e de uns poucos bairros como a Piçarra e a Vermelha.
          Mesmo assim desfigurada, gosto de você, onde tenho morada desde 1964. Mas, conhecia de antes. Do tempo do seu centenário, quando cantei em versos. E de antes ainda, de passeio e de viagens a serviço. Ai, Teresina, do tempo em que se podia sentar na calçada até meia-noite, jogar conversa fora com os vizinhos e visitas, pegando os ventinhos das 9 horas da noite, que correm da serra e do mar distante!  Ventos que Fontes Ibiapina apelidou de “parnaibano”. Como era bom, até bem pouco tempo, tomar sorvete na Avenida Frei Serafim ou na Praça Pedro II, depois de assistir ao filme do Cine Royal ou uma peça no Teatro 4 de Setembro. Gosto de Teresina como quem gosta de sorvete de goiaba, abóbora, bacuri, caju e manga, de todas as frutas que nos enfeitam, nutrem e engordam, enfim. Gosto da cajuína, hoje registrada como bebida genuinamente do Piauí. Gosto de Caetano Veloso porque fez aquela canção que ficou famosa no mundo inteiro, oferecida a Torquato Neto, o poeta desta cidade, pois nasceu e viveu aqui menino e parte da juventude, por isto cantou-a, cantou-a... E se encantou.
          São tantos os cheiros que trescalam e nos enchem as narinas e os ouvidos que ficamos tontos.  Assim, podemos beijar e abraçar, os nossos e os que chegam. Aqui não há ninguém de fora, todos os que ficam são nossos. Vejam o poeta Hardi Filho, que veio do Ceará, hoje um dos piauienses mais legítimos; o cronista Deusdeth Nunes (Garrincha), cearense que, certo dia, teve a tentação de voltar para Fortaleza: Voltou mas não voltou: - Logo se arrependeu e estava de volta pra nossa santa Teresina. Há muitos cearenses que ficam aqui por adoção. Dos maranhenses já nem precisa falar-se, porque somos irmãos de braços e de rio.  E os paulistas vão chegando de vagarzinho, pela verdura da soja e de outras culturas. De lá do sul, sentem o cheiro da Cidade Verde, tu, minha Teresina.
         São os feitiços. Quantos feitiços! Só as mulheres sabem tê-los, e nos seduzem. Tal como na conhecida quadrinha popular, que eu resumiria em dois versos: “Não há rosas sem espinhos / nem mulheres sem ciúmes”.
E eu diria mais acertadamente: “Nem mulheres sem perfumes”. Toda mulher tem seus feitiços e seus perfumes. Teresina tem os seus, que são inumeráveis.
        Falei tanto e disse pouco: Quem te conhece, Teresina?  Não posso dizer que conheço, posso afirmar, sim, que um dia destes me perdi no Parque Piauí e, para me localizar e encontrar o que estava procurando, tive que me valer do celular e pedir a minha secretária a orientação. Teresina é pequena, cabe no nosso coração. Mas é também tão grande! E é certo que aqui faz calor, especialmente nos B-R-O = BRÓ. Mas, quando alguém se queixa do clima, costumo dizer:
        – Você já imaginou como seria uma Teresina menos quente?       Estaria cheia de paulistas, cariocas, amazonenses, goianos, mineiros e gaúchos, trazendo outros cheiros.
         Prefiro mil vezes os perfumes já conhecidos: não terei o trabalho de ficar buscando que tipo e que flor está me trazendo o ar.
       - Vem de onde?
       - Não vem, é daqui mesmo. É nosso! Talvez tenha por resposta.
       -  Bairrista?
       - Bairrista, não, dobre a língua! Sou cidadão teresinense por conta própria.
                                                      ***
 (Homenagem à Cidade Verde - Teresina-PI, no seu aniversário, por todos os cidadãos teresinenses por conta própria)

sábado, 2 de agosto de 2014

Rolinhos de Salmão Defumado

Ingredientes:
200g de salmão defumado em fatias
100g de cream cheese (pode ser ricota bem
amassada, com um fio de azeite para umedecer)
Cebolinha picada
pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:
Arrume as fatias de salmão e corte as pontas,
para ficarem simétricas e retangulares.
Misture o cream cheese com a cebolinha e a
pimenta do reino e espalhe sobre as fatias
de salmão.Enrole como rocambole e corte em
rolinhos menores
.
Peixe Com Molho de Amêndoas

Ingredientes:
1 filé de salmão
2 colheres farinha de trigo fina
sal e pimenta moída a gosto
1 colher de sopa de margarina
Molho de amêndoas
3 colheres de sopa de margarina
50 gramas de amêndoas laminadas
1 ramo de alecrim

Modo de preparo
Comece preparando o molho.Derreta
a margarina em fogo baixo. Acrescente
as amêndoas e o alecrim e reserve.
Em seguida tempere o peixe com o sal
e pimenta a gosto, passe pela farinha de
trigo e frite na margarina em fogo baixo.
Sirva com o molho de amêndoas.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

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Queijadinha

Ingredientes
3 ovos
1 lata de leite condensado
meia xícara (chá) de manteiga sem sal
5 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de queijo parmesão ralado
200g de coco seco ralado
1 xícara (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de água (200ml)

Modo de Preparo
Em uma tigela, coloque as gemas previamente
passadas pela peneira, as claras e bata com o auxílio
de um batedor de arame por cerca de 30 segundos.
Junte o leite condensado e a manteiga, e misture bem.
Adicione a farinha de trigo o queijo ralado e o coco
aos poucos, mexendo até ficar homogêneo.
Forre fôrmas de empada (6 cm de diâmetro) com forminhas
de papel e distribua a massa. Leve ao forno baixo (180 graus),
preaquecido, por 35 minutos,ou até dourar. Retire do forno
e sirva quente ou frio.

Queijadinha

quarta-feira, 11 de junho de 2014

PROSOPAGNOSIA

Francisco Miguel de Moura*



Não quero que me tenha como um pobre
Cheio de empáfia, longe, em devaneio.
Vejo tudo em você: cabelo e seio,
Orelha e brinco e a vestimenta nobre.

Foi ontem nosso abraço e a despedida,
Quando eu jurei guardar suas feições,
E um minuto depois, sem condições,
Não mais lembrava a face comovida.

Minha imaginação, que escreve e cria,
Tão sem dificuldade, quem diria,
Me esconde os traços de quem tanto gosto!

Isto explica por que minha carteira
Traz de frente sua foto de alma inteira:
Que eternamente eu possa ver seu rosto.

______________
*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro, mora em Teresina, Piauí, cidade que muito ama.   Já publicou mais de 30 livros. Está às vésperas de publicar sua "Poesia in Completa" (2ª ed. revista e aumentada) – para comemorar os 50 anos de poeta e escritor. A estreia foi em 1966, com o livro de poemas denominado “Areias”.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

           MENSAGEM DE UMA FILHA A SUA MÃE


          Mãe, hoje, aos 73 anos de vida, eu estou tentando escrever alguns sentimentos que me ficaram para sempre. Depois de tantos anos é difícil falar de nós. Você era uma pessoa muito sofrida. Tinha uma doença chamada asma. Sofria muito nos momentos de crise da doença, principalmente quando ia ter um filho (no momento do nascimento). Lembro que eu nem queria ir à escola nesse dia, com medo do pior acontecer: - Eu voltar da aula e não lhe encontrar viva. Pensava: - O que seria de mim sem você? Paraibana forte e frágil ao mesmo tempo, casada com um viúvo que tinha três filhos. Eles não gostavam de você, por serem ciumentos.
           Lembro também de quando você estava naquela cozinha - o fogão era à lenha – fazendo doces em tachos de cobre. Como era quente aquela cozinha!  Fazia mais pra satisfazer meu pai, que solicitava aquela tarefa, principalmente quando estava esperando seu enteado chegar do Seminário, o filho mais velho. Seu enteado seminarista lhe trazia de presente apenas um pente de cabelo.  Mãe, são tantas coisas que eu poderia botar neste texto!  Mas havia coisas boas também. Você fazia uma “galinha caipira” tão bem feita que se comia até dizer; - Chega! Você contava histórias da sua terra: Souza, na Paraíba, histórias que me emocionavam.
           Aqui termino, com saudade de você. Daria tudo para lhe ver, mesmo que fosse em sonho.
                                             Maria Mécia Morais Araújo Moura

segunda-feira, 21 de abril de 2014

domingo, 20 de abril de 2014

O SEGREDO - SONETO DA CAPA

Francisco Miguel
de Moura*


O SEGREDO
Para Mª Mécia Morais A. Moura
                   
Foi ontem mesmo a cena que componho,
me está presente, e ainda sou feliz.
Aconteceu-me a mim como aprendiz
do amor, aquele que me quero e imponho.

Posso contá-la?  Nem de pé me ponho!
Ela, com seu feitiço e olhar  contente,
uma fenda entre os dois dentes da frente
e o seio farto entremostrando o sonho,

logo tomou-me as mãos, deu-me um sorriso.
Lembrando, então, de antiga namorada,
beijei-lhe o rosto, sem perder o juízo.

E ela abraçou-me acarinhando a tez...
Hoje relembro a cena apaixonada
como se houvesse uma segunda vez.
_____________
*Francisco Miguel de Moura é autor de um livro chamado "Poesia in Completa", publicado em 1ª edição em 1997, pela Fundação Cultural Mons. Chaves, Teresina - PI. Esse livro, com o acrescimo de
muitos poemas que o autor publicou depois, será publicado em 1966, comemorando seus 50 anos de poeta.